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NOTÍCIAS ELIPEC

Alentejo 2030 com 10 milhões para apoiar investimentos de micro empresas

Dezembro 6, 2024/0 Comments/in Agricultura/by nmelipec

Em comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo indicou que o aviso para o denominado Sistema de Incentivos de Base Territorial já tem a fase de candidaturas aberta e decorre por etapas, com encerramento em 2025, nomeadamente 30 de março, 31 de julho e 02 de dezembro.

“Com uma dotação indicativa de 10 milhões de euros, cofinanciada pelo FEDER [Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional] a uma taxa máxima de 60%, este aviso visa estimular a diversificação da base produtiva regional, reforçando o emprego e a resiliência das economias locais”, adiantou.

Segundo a CCDR do Alentejo, são elegíveis para apoio projetos de criação de micro e pequenas empresas, dirigindo-se às que tenham menos de três anos de atividade na data de submissão da candidatura.

Também podem tentar o apoio projetos de expansão ou modernização de micro e pequenas empresas, sendo, neste caso, apenas aplicável a empresas com pelo menos três anos de atividade, adiantou.

Esta ajuda, realçou o organismo, abrange “iniciativas como aumento da produção, integração em cadeias de valor, expansão de redes empresariais ou projetos que resultem em ganhos de escala”.

O aviso destina-se “exclusivamente a micro e pequenas empresas que pretendam realizar investimentos na região NUTS [Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos] II — Alentejo, sendo a localização do estabelecimento do beneficiário o critério determinante”, acrescentou.

https://elipec.pt/wp-content/uploads/2024/12/images.jpg 168 300 nmelipec nmelipec2024-12-06 15:00:112024-12-06 15:00:17Alentejo 2030 com 10 milhões para apoiar investimentos de micro empresas

Língua Azul : CAP exige “medidas urgentes” do Governo após prejuízos de seis milhões

Dezembro 6, 2024/0 Comments/in Agricultura/by nmelipec

Desde o início de setembro, de norte a sul do país, já morreram mais de 40 mil ovinos, face a igual período do ano passado, devido ao surto de Língua Azul, de acordo com dados avançados pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que aponta mais de seis milhões de euros em prejuízos.

Para resolver a situação, e exigindo a ajuda do Governo, o secretário-geral da CAP, Luís Mira (na imagem) diz ser necessário avançar “urgentemente” com uma campanha de vacinação obrigatória contra o serotipo 3 da doença, transmitida por picada mosquito, à semelhança do que já está a ser feito em Espanha, sem encargos para os produtores. “O que nós exigimos é que sejam dadas as mesmas condições aos produtores portugueses”, revela.

Explicando que a doença não é transmissível ao ser humano, sendo que o consumo de carne, leite e queijo, de ovelhas, e de carne de borregos, é isento de riscos para a saúde, Luís Mira garante que a vacinação é “imprescindível”, tendo em conta os prejuízos. “Não são só os animais que morrem. Há muitas ovelhas que abortam e perde-se o borrego. Alguns ainda chegam a nascer, mas acabam por morrer, porque não conseguem comer. É uma doença que traz muitos prejuízos aos produtores”, assegura.

A par da vacinação, a CAP pretende também que o Governo coordene e execute ações estratégicas de desinsetização, com vista a eliminar o maior número possível de mosquitos transmissores deste vírus.

Para que se possa “mostrar a verdadeira dimensão” do surto, Luís Mira apela aos produtores para que declarem os casos de doença, junto da Direção Geral de Veterinária. Só dessa forma, acredita a CAP, os mecanismos de apoio existentes poderão vir a ser devidamente acionados.

Entretanto, revela ainda a CAP, o Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração (SIRCA), coordenado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária do Ministério da Agricultura, “não tem tido a capacidade de processar o elevadíssimo número de animais mortos na sequência da epidemia de febre catarral ovina que atinge já todos os distritos de Portugal continental. O referido sistema não está dimensionado para uma situação catastrófica como a atual”.

Muitos dos animais mortos por este surto de Língua Azul terão de ser enterrados nos terrenos dos seus proprietários “por incapacidade operacional do SIRCA. Esta é uma situação excecional, estando todas as associações de produtores conscientes das precauções que terão de assegurar em termos de biossegurança no enterramento dos animais”.

https://elipec.pt/wp-content/uploads/2024/12/mw-1920.jpg 1008 1920 nmelipec nmelipec2024-12-06 14:51:482024-12-06 14:51:50Língua Azul : CAP exige “medidas urgentes” do Governo após prejuízos de seis milhões

Apicultores alertam para aumento de espécies de vespas invasoras

Dezembro 6, 2024/0 Comments/in Agricultura/by nmelipec

A Federação Nacional de Apicultores de Portugal pede reforço da vigilância nas armadilhas colocadas para captura da Vespa velutina, pois, segundo o ICNF, o seu aparecimento será maior, podendo surgir outras invasoras.

A FNAP apela à máxima divulgação sobre as espécies invasoras Vespa soror e Vespa orientalis, bem como a probabilidade de poderem aumentar nas armadilhas os exemplares da Vespa velutina.

O ICNF teve recentemente conhecimento de um estudo publicado no passado mês de outubro, por investigadores da Universidade de Oviedo, o qual referia o avistamento nas Astúrias – entre março de 2022 e outubro de 2023 – de quatro exemplares de Vespa soror (Buysson, 1905). Trata-se dos primeiros indivíduos desta espécie a serem detetados na Europa, e esta informação só foi conhecida com a publicação deste artigo.

A Vespa soror habita as regiões mais quentes da Ásia, incluindo o nordeste da Índia, o norte de Myanmar, o norte da Tailândia, o Laos, o norte do Vietname e o sul da China. Dado o tempo decorrido desde o seu avistamento e a proximidade em relação a Portugal, será necessário estar alerta caso o seu estabelecimento em território espanhol tenha efetivamente ocorrido e a sua expansão se tenha iniciado.

Da mesma forma, desde 2022 que tem sido referida a ocorrência, sobretudo no sudeste da Península Ibérica, da espécie Vespa orientalis (Linnaeus, 1761), com informação sobre a sua expansão para Oeste e para Norte, com a consequente aproximação ao território nacional (https://www.biodiversity4all.org/taxa/83801-Vespa-orientalis).

A Vespa orientalis é proveniente do Mediterrâneo Oriental, Ásia Ocidental, Médio Oriente e Nordeste de África, e de tamanho médio, um pouco maior do que a Vespa velutina mas mais pequena do que a nativa vespa-europeia Vespa crabro.

Presente no sul de Espanha, na região de Málaga, está também a espécie Vespa bicolor (Fabricius, 1787), natural na Índia, Butão, Nepal, China, Hong Kong, Myanmar, Tailândia, Laos, Camboja, Vietname e China (https://www.biodiversity4all.org/taxa/423652-Vespa-bicolor).

A Federação dos Apicultores de Portugal pede a maior divulgação destas informações e reforça que qualquer deteção deve ser imediatamente dada a conhecer ao ICNF através do e-mail vespa@icnf.pt.

https://elipec.pt/wp-content/uploads/2024/12/vespa-gigante-as-portas-de-portugal-faz-soar-os-alarmes-o-que-se-sabe-ate-agora-1733360507220_512.webp 342 512 nmelipec nmelipec2024-12-06 14:11:312024-12-06 14:11:33Apicultores alertam para aumento de espécies de vespas invasoras

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